Namaste Amigos,
Depois de muito tempo sem escrever, estou de volta! E agora comunico a vocês que já ganhei minha passagem para a Índia. A trip que eu fiz no final de semana passado foi insana. Recomendo a todos vocês que queiram vir na Índia. E olhe que isso é só o começo, pois ainda tem a zona praiana que quero conhecer e, tcham tcham thaaammmm!!! Himalaia… Ainda tem o Taj Mahal que está marcado para o próximo dia 8 de dezembro. Então vamos lá!
Saimos na quinta-feira de noite daqui! Nós compramos tickets de trem no vagão sleeper class… Eu crente que era algo chique do último! Rapaz, um mangue… Parecia pior que presídio! Várias camas amontoadas tendo até 3 andares de cama! Um mangue… Apertado, o povo roncando, peidando, fumando… puta que o pariu!!! Mas dá pra alcançar o objetivo, ou seja, sleeper quer dizer dormir! Eu me lembro do Claudio, um amigo italiano, ele fica repetindo, iste é uno inferno!!! Eheheh… Viajamos a noite toda até chegarmos em Jodhpur, a cidade azul. Uma cidade relativamente limpa (estou falando em parâmetros indianos) e com um povo mais receptivo. Aliás, só tem filho da puta em Delhi, no resto fomos bem recebidos.
Fomos ao forte da cidade e curtimos muito! Aquele velho bla bla bla de coisas que eu vou ver até o final da minha jornada na Índia: templo, forte, templo, forte, templo, forte… Mas tenha certeza que vale muito a pena conhecer todos os lugares daqui! A Índia é ótima… para fazer turismo, ok? Depois de percorrermos todo o forte fomos comer numa Guest House chamada Heaven. Não é um lugar dos melhores, mas os donos realmente são muito gente boas…. Caso queiram aparecer pela Índia, eu tenho o contato deles. Rodamos um pouco mais pela cidade, que é mundialmente conhecida pelos codimentos e pimentas que eles vendem! O povo era muito legal, um pessoal de primeira nessa cidade. Mas tinhamos que continuar nossa peregrinação… E novamente estavamos destinados a passar a noite no inferno, ou seja, no trem… E Claudio repetia, isto é uno inferno, tô com una fome do caralho… Eheheheh… Figuraça!
Bom, viajamos mais uma noite de trem até chegar em Jaisalmer. Uma mística cidade de traços puramente islâmicos. Parecia mapa de Counter Strike. Um luxo de simplicidade. A pura história efervescendo nos seus traços populares. Apesar da maioria Hindu, a cidade tinha essencialmente um toque mulçumano e, muito legal, eles se dão super bem! Chegamos na pousada e fechamos o preço depois de muita briga (450 rupias por pessoa – que equivale não mais que R$ 23,00), este preço nos proveu jeep até a pousada, quartos para tomarmos banho e descansarmos mais 4 horas, 70km de jeep até o ponto dos camelos, o aluguel dos 14 camelos, os guias para os camelos (em torno de 8 guias) que ficaram a noite toda conosco, comida (janta, café da manhã e almoço), água (40 litros de água mineral), jeep de volta para a pousada e outro banho. Ele ainda nos levaria até a estação do trem, mas estavamos atrasados e pegamos um rikshaw.
O camelo quebra as costas da gente, o bicho anda que nem Carla Peres dançando, se requebrando! E o mais incrível é quando nós montamos nele. Ele fica deitado e a gente monta, aí ele levanta… o ato de levantar e abaixar requer perícia de peão de boadeiro pra não se fuder todo no chão. Esse bicho é alto pra dar em maluco! Tivemos o prazer de camelar (mesmo que cavalgar, mas com camelo é camelar – eu acabei de inventar essa merda) pelo pôr do sol e o nascer da lua, inteiramente cheia para o nosso divertimento. Um lugar mágico, talvez o lugar mais lindo que eu já tenha visto! O deserto realmente revela uma beleza fora do comum. Uma imensidão sem fim de beleza natural e ameaçadora. Recomendo a qualquer filho da puta! A noite foi muito insana, tomamos algumas e passeamos ao luar prateado refletindo nas dunas, incrivelmente dava pra ver tudo a quilometros de distância. De noite é um frio filho da puta, é necessário estar preparado pra isso! Um nascer do sol louco! Quase não dormimos, mas valeu a pena! O cara que fechamos o passeio é muito gente boa e eu tenho o contato dele. Vale a pena este passeio. Naquele ponto das dunas, estamos a 75 km do Paquistão, encontramos no caminho 2 acampamentos de refugiados curdos. Poxa, que chique gente, eu estou vivendo isso… Eu sou internacional!!! Ehehehehe…
Voltamos para pousada procurando se apressar para voltar a vida “normal” (vida normal na Índia?! Vixe…) Pegamos mais uma vez o trem e Claudio mais uma vez me confessou: “isto é uno inferno”. Bom, Conseguimos dormir e chegamos em Jaipur as 5h30 da manhã.
Nota: O camelo que usamos na realidade é dromedário, mas somente nós temos esta distinção. No restante do mundo, não sei por que, tudo é camelo. Inclusive no nome científico, ele também tem camelo… Deve ser camelus alguma coisa. E por eles terem aquelas costas toda fudida, eles aproveitam pra descontar na gente e fuder nossas costas também.
Bom, acho que ficaremos por aqui no próximo final de semana, e no outro o Taj Mahal. Morram!
Fotos no Flickr: http://www.flickr.com/photos/xxtotixx
bhaout acha hai, Mera Dousts!
finalmente vai rolar o taj mahal! vamos ver se lá o claudio vai soltar a sua famosa frase.
;*
Comment por Najara — Novembro 28, 2007 @ 1:17 pm
Grande Toti,
Estou gostando de ver… Para quem achava que não ia conhecer muita coisa, parece que a grana tá rendendo na Índia.
Safari no deserto no lombo de Dromedários, encontro com refugiados pakistaneses, amiguinho italiano… Tá bombando!!!
É isso aí Walter. Aproveita mesmo e saiba que estamos todos com Saudades.
Segue uma pequena colaboração no esclarecimento do termo Camelo.
Abraços
Camelidae
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Camelidae
Géneros
Llama
Vicugna
Camelus
Camelidae é uma família de mamíferos artiodáctilos ruminantes (sub-ordem Tylopoda). Os camelídeos são animais exclusivamente herbívoros e de grandes dimensões. Esta família distingue-se dos restantes ruminantes por terem um aparelho digestivo constituído por três (em vez de quatro) câmaras. Outras características distintivas incluem o lábio superior fendido em duas partes independentes, um dente incisivo isolado na maxila superior e células sanguíneas eritrócitos de forma elíptica (em vez de circular). Os camelídeos estão distribuídos pela Ásia, África e América do Sul.
Gêneros:
Llama (lhama, alpaca e guanaco)
Vicugna (vicunha)
Camelus (camelo e dromedário)
Comment por Tarso Hora — Novembro 28, 2007 @ 5:06 pm
epa, nao vale sacanear o dromedario,po.. ele te carregou!! e tu deve ter ficado foi c medo da altura q ele te botou.. pensa q eu n sei?? rsrs
Comment por chu — Novembro 28, 2007 @ 6:01 pm
Imagino a beleza dessa noite,lua ceu , silêncio, mas o bahia não tem estádio para jogar. O que fazer ?
Comment por virginia — Novembro 29, 2007 @ 10:34 am